Este blog foi criado com o objetivo de partilhar as atividades, projetos e experiências adquiridas no decorrer do processo. Quanto mais pesquiso, compartilho e ensino, mais as aprendizagens tornam-se significativas!
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
domingo, 26 de junho de 2011
FICHA DE LEITURA
2 – Nome do autor:
3 – Nome do ilustrador:
4 – Nome da editora:
5 – Quais são os personagens da história?
6 – Qual parte do livro você achou mais interessante?
7 – E qual parte você não gostou?
8 – Você foi escolhido para mudar história. O que você faria diferente?
9 – Faça uma nova capa para o seu livro, levando em consideração as modificações que você fez. Não se esqueça de colocar o título, o autor, a editora.
INTERPRETAÇÃO - OS MÚSICO AMBULANTES
OS MÚSICOS AMBULANTES
Um honrado fazendeiro tinha um burro que lhe havia servido fielmente durante muitos anos, mas estava ficando velho e a cada dia mais imprestável para o trabalho. Seu dono estava cansado de mantê-lo e cismava em acabar com ele. Mas o burro, sentindo o perigo no ar , foi saindo de fininho e partiu para a cidade grande, “pois ali”, pensava ele, “poderei me tornar músico”.
Depois de viajar algum tempo, avistou um cachorro deitado ao lado da estrada arfando de cansaço. “Por que está tão ofegante, meu amigo?”, perguntou o burro. “Ai de mim!”, disse o cão. “Meu dono ia me dar uma cacetada na cabeça porque estou velho e fraco e já não consigo ser útil em suas caçadas; por isso fugi, mas que posso eu fazer para ganhar a vida?” “Escute!”, disse o burro, “estou indo para a cidade grande para me tornar um músico. Por que não vem comigo e procura algo para fazer como eu?” O cão disse que gostaria de tentar e eles seguiram juntos se sacolejando.
Ainda não tinham avançado muito quando avistaram uma gata sentada, parecendo muito infeliz, no meio da estrada. "Diga-me, boa senhora", disse o burro. "O que se passa? Parece tão ' abatida!" “Ai de mim!", disse a gata. "Como se pode ficar animada quando a própria vida está em perigo? Como eu estava ficando velha e gostava mais de ficar deitada a toa, ao lado do fogo, do que correr pela casa atrás de camundongos, minha ama me prendeu e pretendia me afogar. Embora eu tenha tido a sorte de fugir dela, não sei do que vou viver.” "Oh!", disse o burro, "tem que vir de qualquer forma conosco para a cidade grande. Você é uma boa cantora noturna e poderá fazer fortuna como musicista". A gata ficou animada com a idéia e juntouse ao grupo.
Pouco depois, quando passavam pelo pátio de uma fazenda, viram um galo empoleirado num portão, gritando com toda a força."Bravo!", exclamou o burro. "Palavra de honra, você faz um barulho e tanto. Queira me dizer, por que tudo isto?" "Pois veja", disse o galo, "eu estava agora mesmo dizendo que teríamos um ótimo tempo para nosso dia de lavagem, mas minha dona e a cozinheira nem me agradeceram por meus cuidados, antes ameaçaram cortar minha cabeça amanhã e fazer uma sopa para os convidados que virão no domingo!" "Deus o livre!", disse o burro."Venha conosco, Mestre Chantecler; de qualquer forma será melhor que ficar aqui e ser degolado! Além do mais, quem sabe? Se aprendermos a cantar com afinação,poderemos dar algum tipo de concerto. Então, junte-se a nós:' "Com todo prazer", disse o galo. E assim os quatro seguiram juntos alegremente.
Não conseguiram chegar à cidade grande no primeiro dia; e quando a noite caiu, entraram num bosque para dormir. O burro e o cachorro se acomodaram embaixo de uma grande árvore e a gata trepou em seus galhos, enquanto o galo, pensando que quanto mais alto pousasse mais seguro estaria, voou ate o topo da arvore e depois, segundo seu hábito,olhou para todos os lados para ver se tudo ia bem antes de dormir. Ao fazer isto, porém, avistou ao longe alguma coisa clara e brilhante, e chamando os companheiros, disse: "Deve haver uma casa não muito longe daqui, pois estou venda uma luz". "Sendo assim", disse o burro, "seria melhor mudarmos nosso alojamento, pois nossa acomodação aqui não é das melhores!" “Ademais”, acrescentou o cão,"um ossinho não me faria mal nenhum,ou um pedaço de carne". E assim foram caminhando juntos até o lugar onde Chantecler avistara a luz. Chegaram perto de uma casa onde se abrigava uma quadrilha de ladrões.O burro, sendo o mais alto do grupo, aproximou-se de uma janela e espiou para dentro. "Então, Asno", disse Chantecler, "o que está vendo?" "O que estou vendo?", replicou o burro, "pois estou vendo uma mesa repleta de guloseimas e ladrões sentados ao redor dela se refestelando" . "Seria uma ótima pousada para nós", disse o galo. "Sim", disse o burro, "se conseguirmos entrar". Então, eles confabularam sobre uma maneira de expulsar os ladrões e finalmente arquitetaram um pIano. O burro ergueu-se sobre as patas traseiras com as dianteiras apoiadas na janela; o cachorro subiu em seu lombo; a gata se arrastou pelas costas do cachorro e o galo voou e pousou na cabeça da gata. Quando tudo estava preparado, foi dado um sinal e eles começaram a fazer sua música. O burro zurrava , o cachorro latia, a gata miava e o galo cantava. E foi então que eles todos se atiraram juntos contra a janela, entrando na sala aos trambolhões em meio ao vidro partido com o mais pavoroso estrondo! Os ladrões, já bastante assustados com o concerto de abertura, agora não tiveram dúvida de que algum duende terrível caíra sobre eles e fugiram em disparada.
Com o caminho livre, nossos viajantes logo se sentaram e despacharam com incrível voracidade tudo que os ladrões haviam deixado, como se não esperassem comer novamente antes de um mês. Saciados, apagaram as luzes e cada um procurou um lugar de repouso do seu agrado. O burro deitou-se sobre um monte de palha no pátio; o cachorro estirou-se num tapete atrás da porta; a gata enrodilhou-se diante da lareira, perto das cinzas aquecidas; e o galo empoleirou-se numa viga no alto da casa. Como estavam todos muito cansados com a jornada, logo caíram no sono.
Por volta da meia-noite, porém, quando os ladrões viram, de longe, que as luzes estavam apagadas e que tudo parecia tranqüilo, começaram a achar que haviam fugido com muita precipitação, e um deles, mais corajoso que os outros, foi ver o que estava se passando.Encontrando tudo em silencio, entrou na cozinha e tateou até encontrar um fósforo para acender uma vela. Avistando, então, os olhos flamejantes da gata, confundiu-os com brasas incandescentes e estendeu o fósforo para acendê-Io. Mas a gata, não entendendo esta confusão, saltou sobre seu rosto cuspindo e arranhando. Isto o deixou apavorado e ele saiu correndo pela porta traseira; mas ao passar por ali, o cão deu um salto e mordeu-Ihe a perna; e quando cruzava o pátio, o burro o escoiceou; e o galo, que fora acordado pela algazarra, cantou com todas as forças. Diante disso tudo, o ladrão saiu correndo com todas as pernas que tinha ate seus camaradas e contou ao chefe "sobre a bruxa horripilante que ocupara a casa, cuspira nele e arranhara seu rosto com seus longos dedos ossudos; sobre um homem com uma faca na mão escondido atrás da porta que o esfaqueara na perna; sobre um monstro odioso no pátio que lhe acertara uma porretada; e sobre o demônio pousado no alto da casa gritando: “Atirem o tratante pra cá!" Depois disto, os ladrões nunca mais ousaram voltar para a casa, e os músicos ficaram tão satisfeitos com suas acomodações que ali ficaram morando. E ouso dizer que ali vivem até hoje.
Irmãos Grimm. Contos de fadas. Tradução Celso M. Paciornik. Sao Paulo, lIuminuras, 2000.
1- O texto que você acabou de ler poderia chamar-se: (1,0)
( ) Os bichos valentes ( ) A esperteza dos animais ( ) A união faz a força
Justifique sua escolha.
2- Explique o sentido das afirmações abaixo de acordo com o contexto: (0,75)
a) “...pois estou vendo uma mesa repleta de guloseimas.”
b) “Então eles confabularam sobre uma maneira de expulsar os ladrões e finalmente arquitetaram um plano.”
c) “... logo se sentaram e despacharam com incrível voracidade tudo que os ladrões haviam deixado, como se não esperassem comer novamente antes de um mês.”
3- Numere os fatos na ordem da história. (0,25)
( ) Prepararam uma “serenata” para assustar os ladrões, ocupantes da casa.
( ) Os animais sentiram-se traídos pelos seus donos e resolveram se unir.
( ) Os ladrões ficaram assustados com o ataque, pois não sabiam do que se tratava e fugiram.
( ) Andaram muito, sentiram-se cansados e resolveram descansar.
( ) Os animais encontraram uma casa, porém já estava ocupada.
4- Responda:
a) Qual o personagem mais te chamou atenção? Por quê? (1,0)
b) Qual era o plano do burro para sobreviver? (1,0)
c) Onde ele pretendia realizar esse plano? (1,0)
d) Ao ler o texto, podemos dizer que os animais conseguiram realizar o plano que tiveram inicialmente? (1,0)
e) O que você acha que aconteceu com eles? (0,5)
5- O cachorro e a gata, ao conversarem com o burro, se expressaram assim: “Ai de mim!”
Com essa expressão, eles demonstraram sentimento de: (0,25)
( ) raiva do dono. ( ) dor por estar fora de casa. ( ) tristeza por sentirem-se rejeitados.
6- Quais os motivos que levaram os animais a fugirem? (1,0)
7- Comente sua opinião a respeito da atitude dos donos dos animais.(0,25)
nterpretação - No restaurante - crônica
NO RESTAURANTE
- Quero lasanha.
Aquele anteprojeto de mulher – quatro anos no máximo, desabrochando na ultraminissaia – entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada – lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente pede uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O pai corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai no contra-ataque:
- O senhor providenciou a fritada?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê um chope e pra ela... O que você quer meu anjo?
- Lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hein? – comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. – Sábado que vem a gente repete, combinado?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Mas meu amor, eu...
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom e pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
Criança dagora é fogo
Carlos Drummond de Andrade
Editora Record
1- No dicionário, a palavra manducação está assim: Manducação: comer, mastigar (0,5)
“A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez no mundo, a vitória do mais forte.”
Observando o sentido da palavra em negrito e o contexto da crônica, podemos dizer que:
a) o pai e a garota comeram silenciosamente, pois o camarão estava muito gostoso.
b) o pai era a autoridade e, portanto, a garota resolveu comer calada o que ele pediu.
c) a garota mastigava quieta e sem vontade, pois não gostava de camarão.
d) os dois comeram silenciosamente, pois não queriam conversar um com o outro.
2- Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva.Use V ou F nas afirmativas que explicam o sentido da frase anterior. (1,0)
( ) A garota demonstrava, sem palavras, o quanto estava descontente.
( ) A garota não falava nada, pois estava chateada com a situação.
( ) Ela tinha muitas perguntas, mas era reservada, quase não falava.
( ) O pai não deixava que a garota falasse nada.
A seqüência correta é:
a) VVVF
b) VVFV
c) VFVV
d) VVFF
3- Após analisar a crônica, identifique a alternativa que apresenta uma característica desse tipo de texto. (0,5)
( ) Os fatos apresentados relatam acontecimentos do dia-a-dia.
( ) A linguagem informal, simples, tem o objetivo de tornar o texto mais fácil.
( ) Usa palavras e expressões que chamam a atenção do leitor.
( ) Todas as alternativas estão corretas.
4- Analisando os fatos da crônica, em que momento pode se dizer que o pai convenceu a filha? (1,0)
5- A crônica que você acabou de ler foi retirada de um livro chamado “Criança dagora é fogo”.
Que relação podemos estabelecer entre o título do livro e o fato que você acabou de ler? (1,0)
6- Qual foi a atitude dos clientes no restaurante, no final da história? Em sua opinião, por que agiram assim? (1,0)
7- “!O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.” Segundo este trecho, podemos dizer que este fato aconteceu recentemente? Justifique. (1,0)
8- Comente favoravelmente ou contrariamente sobre o comportamento dos personagens principais do episódio. (1,0)
Pai: _____________________________________________________________________________
Filha: ____________________________________________________________________________
9- Que outro título você daria à crônica? Justifique sua escolha. (1,0)
PRODUÇÃO DE TEXTO - CLASSIFICADOS
Queridos alunos
Desde o início das aulas, produzimos vários textos. Vocês têm demonstrado muita criatividade e habilidade nas produções. Durante as aulas aperfeiçoamos as produções com os estilos e características específicas de cada gênero. Na avaliação de hoje, você colocará em prática o aprendizado adquirido. Bom desempenho!
Beijinhos,
Profª: Eliana
Objetivo: Produzir textos de acordo com o gênero indicado em cada proposta.
Atividade 1: Assim como a Tininha, personagem do texto, estudado na aula de português, faça de conta que você tenha uma coleção qualquer e quer trocar o que tiver de repetido com alguém. Para isso, vai precisar anunciar no jornal, na seção de classificados. Escreva como seria o seu anúncio!
Atividade 2: Escreva uma carta, para um parente ou amigo que more em outra cidade. Não esqueça de comentar na carta, sobre a sua coleção e a ideia que teve para trocar as repetidas. Use a folha entregue pela professora.
Atividade 3: Produza um texto ficcional em forma de diário íntimo. Imagine que, como num passe de mágica, você tomou o lugar de seu pai, de sua mãe ou de outro adulto que admira, cujas atividades diárias você conhece. Escreva o que você faria, o que pensaria e sentiria, sendo esta pessoa. Use a folha entregue pela professora.
Atividade 4: Crie uma pequena notícia, sobre o Projeto de leitura, que desenvolvemos em nossa escola. Para auxiliá-lo pense nas seguintes questões: O que? Quem? Quando? Onde?
TALISMÃ DO TIBET
A coisa mais gostosa que existe é morar num prédio que tem quatro crianças por andar!
A dona Filoca, que mora no térreo, sempre nos dá balas pela janela. Ela diz que tem muita pena de criança que vive em prédio, que antigamente quase todas as casas tinham quintais com mangueiras.
Nós não temos mangueira, mas mesmo assim inventamos mil jogos. E eles variam conforme a moda, sabe?
No último verão, todo mundo virou bafo com figurinhas plastificadas. O único problema é que pra ter as figurinhas você era obrigado a comprar umas marias-moles muito ruins. A figurinha vinha com o doce e o seu Manoel da mercearia não vendia separado.
O que sobrou de maria-mole em todos os andares, você nem queira saber! A dona Alice, mãe do Pedro, do Fernando e da Ciça, falou que quase ficou louca, que não sabia o que fazer com tanta maria-mole e ainda por cima ruim, que a Ciça ficou com dor de barriga e que os filhos estavam gastando toda a mesada com as figurinhas.
Passou a onda das figurinhas; não demorou muito, surgiram os ioiôs com luz que queimavam depois de cinco minutos de uso.
Agora, confusão mesmo aconteceu com os talismãs. Começou assim: a turma jogava queimada no pátio quando o Beto chegou berrando:
- Pessoal! Olha o que eu comprei no seu Manoel: um talismã do Tibet! - e mostrou uma pedrinha vermelha brilhante amarrada num fio preto.
- Pra que serve? - a Bia perguntou.
- Como pra que serve? Serve pra proteger, pra dar força. Quem esfrega o talismã na mão fica poderoso. - o Beto falou
- Há, há, há... - a Bia gozou. - Quem te contou essa? O seu Manoel ou os monges tibetanos?
Foi só risada, mas bem que eu reparei que todos estavam com um olho comprido na pedrinha...
Nessa tarde, quando saí da escola, passei no seu Manoel só pra dar uma espiada.
- Não me venha dizer que você também quer talismã! - ele disse.
- Por quê? - perguntei.
- Você é a oitava que vem aqui hoje - ele respondeu. - Já encomendei mais pra amanhã.
No dia seguinte, eu fui e comprei um verde, a Bia escolheu um rosa-choque e a Dani levou um desbotado porque era o último.
Os talismãs do Tibet fizeram o maior sucesso na escola!
- Nós somos da tropa dos talismãs, vocês não são! – o Tiago provocava os outros.
Então aconteceu uma coisa que você vai achar que eu estou mentindo, mas não estou não. A Bia chegou e o talismã dela também tinha quebrado e na parte rachada dava pra ler: VITÓRIA!
- Será que é uma mensagem cifrada? - ela perguntou.
- Nossa!... Será que tem algum sinal marcado no meu? - perguntei.
Aí a gente não resistiu e... pá! pá! pá! - quebramos todos os talismãs!
Puxa, as mesmas palavras misteriosas estavam escritas em cada um: CONQUISTA... VITÓRIA...
Foi então que o Beto, que é muito inteligente e bom de geografia, juntou os caquinhos dele, examinou tudo com uma lupa e depois de um tempo disse:
Ficamos com uma cara...
Anna Flora. Talismã do Tibet. São Paulo, FTD, 2000.
ü Depois de ler o texto, conte a história oralmente para alguém de sua família.
ü Grife as palavras que você desconhece o significado e procure seus sinônimos no dicionário.
1- Quem são os personagens que aparecem na história?
2- Dona Filoca diz que tem muita pena de criança que vive em prédio. De acordo com o que conversamos em nossas aulas, que visão esta personagem tem das crianças que moram em prédios?
3- De acordo com o texto, como varia a escolha dos brinquedos e das brincadeiras no prédio das crianças? E onde você mora como acontece as brincadeiras?
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4- Você acha importante comprar todos os brinquedos da moda, sem considerar a qualidade e o preço? Por quê?
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5- Explique com suas palavras como o talismã se tornou um brinquedo da moda entre as crianças da história que lemos.
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6- Vocês e seus amigos estão em alguma moda de brinquedo ou de brincadeira? Se sim, diga qual. Se não estão, diga qual brincadeira ou brinquedo você gostaria que estivesse na moda entre você e os seus amigos.
7- Em sua opinião por que o texto tem o nome de Talismã do Tibet? Explique sua resposta de acordo com o texto. Que outro nome você daria a ele? Justifique.
8- Na escola estamos conversando muito sobre os cuidados com o meio ambiente. O que pode acontecer se comprarmos todos os brinquedos que aparecem na moda? O que é feito com os brinquedos depois que eles saem da moda? Qual o resultado dessa atitude para o planeta?
9- No início do texto o narrador fala que adora morar no prédio com várias crianças. E você, onde mora? É legal onde você mora? Justifique sua resposta.
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